O compositor de Missão Impossível morre, Lalo Schifrin, faleceu neste final de semana aos 92 anos, deixando um legado inconfundível na história da música para cinema e televisão. Argentino de nascimento e cidadão do mundo por mérito, Schifrin foi responsável por trilhas sonoras memoráveis que marcaram gerações e atravessaram fronteiras culturais. Sua obra mais icônica — o tema da série “Missão: Impossível” — permanece como uma das músicas mais reconhecíveis da história da televisão.
Um maestro entre dois mundos
Lalo Schifrin nasceu em Buenos Aires, em 1932, e iniciou sua carreira ainda jovem como pianista de jazz. Após estudar no Conservatório de Paris, tornou-se um nome respeitado entre músicos clássicos e populares. Nos anos 60, sua carreira decolou em Hollywood, onde compôs trilhas para filmes como “Bullitt”, “Dirty Harry” e “Operação Dragão”. O compositor de Missão Impossível morre repercutiu fortemente entre artistas que colaboraram com ele ao longo das décadas.
Segundo o Variety, Schifrin morreu em sua casa em Beverly Hills, cercado pela família. A causa da morte não foi divulgada oficialmente. A imprensa argentina destacou que Schifrin “colocou a música latina no mapa de Hollywood sem perder sua identidade artística”.
Missão: Impossível e o legado eterno

O tema de “Missão: Impossível”, criado em 1966 para a série original, é um exemplo perfeito do estilo de Schifrin: sofisticado, ousado e imediatamente reconhecível. A métrica incomum em 5/4 e os elementos de jazz garantiram ao tema um lugar único na cultura pop. Desde então, a música foi mantida em todas as versões cinematográficas da franquia, incluindo as protagonizadas por Tom Cruise.
Em entrevista ao BBC, o crítico de cinema norte-americano Mark Snow afirmou que “a morte do compositor de Missão Impossível representa o fim de uma era onde o talento individual dava identidade às trilhas, antes da padronização digital”.
Repercussão entre músicos e fãs
John Williams, lendário compositor de “Star Wars”, escreveu em comunicado: “Lalo foi um dos maiores arquitetos sonoros da sétima arte. Sua genialidade influenciou todos nós.” Já Hans Zimmer disse que Schifrin foi “um mestre que elevou o suspense a uma arte musical”.
No X (antigo Twitter), o perfil oficial da franquia Missão: Impossível publicou: “Sem Lalo, nada disso existiria. Sua música é nossa assinatura. Obrigado, maestro.” Fãs compartilharam versões alternativas do tema, vídeos de concertos e homenagens pessoais ao compositor de Missão Impossível morre.

O futuro da sua obra
O espólio de Lalo Schifrin deve ser gerido por sua família e representantes legais, que já anunciaram uma exposição permanente em sua homenagem em Los Angeles. Além disso, várias universidades estão criando bolsas de estudo em seu nome para jovens compositores latinos.
Presença no Brasil e influência duradoura
Embora tenha atuado majoritariamente em Hollywood, Schifrin também teve forte presença na América Latina, incluindo o Brasil. Em diversas entrevistas, ele mencionava a influência da bossa nova e do samba-jazz em suas composições, e chegou a trabalhar com músicos brasileiros nos anos 70. Essa ponte cultural contribuiu para seu estilo único, que combinava orquestrações clássicas com ritmos latinos — um diferencial que o tornava facilmente reconhecível mesmo em trilhas de ação e suspense.
Mais que cinema: uma voz latino-americana no mundo
O compositor de Missão Impossível morre encerra a trajetória de um artista que soube representar sua herança cultural sem limitações geográficas. Apesar de viver nos Estados Unidos, Schifrin nunca renegou suas raízes argentinas e frequentemente incluía ritmos latinos em suas composições — algo raro em Hollywood nas décadas de 70 e 80.
Seus prêmios incluem Grammy, Globos de Ouro e uma estrela na Calçada da Fama. Embora tenha sido indicado ao Oscar várias vezes, nunca venceu — algo que muitos consideram uma injustiça histórica. Ainda assim, sua influência é sentida até hoje em séries, filmes e na música erudita contemporânea.
