Ataque russo a Kyiv
Um ataque russo a Kyiv realizado na madrugada desta segunda-feira (17) deixou ao menos 15 mortos e mais de 116 feridos. Segundo autoridades locais, a ofensiva foi uma das maiores já registradas desde o início da guerra, envolvendo mais de 440 drones e 32 mísseis lançados contra a capital ucraniana e outras cidades, como Odessa e Mykolaiv.
Prédios residenciais e estruturas críticas foram atingidos
O Ministério do Interior da Ucrânia confirmou que os ataques atingiram diretamente prédios residenciais, centros de saúde e infraestruturas urbanas estratégicas. Vídeos publicados nas redes sociais mostram explosões em série e equipes de resgate removendo escombros em regiões centrais de Kyiv.
Entre os mortos, há um cidadão americano, segundo confirmou a Embaixada dos EUA na Ucrânia. Também foi registrada a morte de uma criança de 9 anos, vítima de um bombardeio em Odessa. As forças de defesa ucranianas afirmaram que conseguiram interceptar parte dos projéteis, mas a quantidade de ataques simultâneos sobrecarregou os sistemas antiaéreos.

Momento estratégico: ataque ocorre durante o G7 no Canadá
O ataque russo a Kyiv aconteceu justamente durante a reunião do G7 no Canadá, o que levantou especulações de uma provocação calculada por parte do Kremlin. O presidente russo Vladimir Putin não fez declarações oficiais, mas canais ligados ao governo russo celebraram o ataque como “resposta geopolítica ao cerco ocidental”.
A delegação ucraniana presente no evento, liderada pelo presidente Volodymyr Zelensky, reagiu com veemência. “É uma mensagem clara: a Rússia ataca enquanto o mundo discute paz. Isso é terrorismo de Estado”, declarou Zelensky à imprensa internacional.
Reação internacional e hesitação americana
Apesar do impacto do ataque, a resposta imediata dos países do G7 foi moderada. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se recusou a anunciar novas sanções contra Moscou e sugeriu que a Europa deveria “tomar a dianteira” nesse conflito. A fala gerou desconforto entre os líderes europeus, especialmente da Alemanha e França, que defendem maior apoio militar à Ucrânia.
Já o Reino Unido anunciou que enviará um novo pacote de ajuda humanitária, incluindo geradores e suprimentos médicos. A OTAN também foi acionada para monitorar movimentos adicionais de tropas russas na fronteira com a Polônia.
Ataque russo a Kyiv amplia temor de escalada no conflito
Desde o início da guerra, há mais de dois anos, a capital ucraniana tem sido alvo de ofensivas periódicas. No entanto, o ataque desta madrugada representa um novo patamar de agressividade, tanto em volume quanto em precisão. Especialistas alertam que essa escalada pode anteceder uma ofensiva maior durante o verão europeu, quando as condições logísticas são mais favoráveis.
O porta-voz do Ministério da Defesa da Ucrânia, Andriy Yusov, afirmou que a Rússia “busca desestabilizar a capital para quebrar a resistência moral da população”. Ele também confirmou que novas medidas de defesa aérea estão sendo posicionadas em pontos estratégicos do país.
Leia mais sobre o ataque em: Washington Post
Veja também em nosso portal: Ucrânia sob ataque novamente
Civis ucranianos continuam pagando o preço
As sirenes de alerta já se tornaram rotina em Kyiv, mas o ataque desta madrugada superou qualquer expectativa. Famílias foram atingidas enquanto dormiam, sem qualquer chance de se proteger. Hospitais lotaram rapidamente, operando em estado de emergência. As ruas amanheceram cobertas de destroços, vidro quebrado e cheiro de fumaça. Mais uma vez, os civis são as maiores vítimas de uma guerra que parece longe de acabar, empurrados diariamente para um cenário de medo, escassez e instabilidade emocional.
Enquanto o mundo debate diplomacia em salas climatizadas, drones e mísseis fazem o trabalho sujo. O ataque russo a Kyiv desta segunda é mais do que uma operação militar: é uma mensagem crua de que o conflito ainda tem capítulos sombrios por vir, com consequências imprevisíveis para a população e um desgaste crescente para os que resistem
Ataque russo a Kyiv
