sexta-feira, janeiro 23, 2026
Espaço reservado para anúncio (728x90)
InícioInternacionalPCC em Portugal: país é o maior centro europeu da facção

PCC em Portugal: país é o maior centro europeu da facção

O PCC em Portugal tornou-se uma realidade silenciosa, mas preocupante. A facção criminosa Primeiro Comando da Capital, nascida em 1993 nos presídios de São Paulo, transformou-se em uma verdadeira multinacional do crime e está expandindo seu poder para a Europa, tendo em Portugal seu principal centro de operações no continente.

87 membros ativos e 29 dentro das prisões portuguesas

De acordo com autoridades europeias e relatórios de inteligência, o PCC em Portugal já possui 87 membros ativos, sendo que 29 deles estão infiltrados nas prisões, onde operam recrutamento, organização logística e repasse de ordens para o tráfico de drogas. A prisão, que foi berço do PCC no Brasil, também se torna terreno fértil para a facção em terras portuguesas.

Portugal, aliás, é o país europeu com mais integrantes do PCC e, em termos mundiais, fica atrás apenas de Paraguai, Venezuela, Bolívia e Uruguai no número de membros fora do Brasil. A infiltração da facção no país é parte de uma estratégia de longo prazo de controle de rotas de tráfico para a Europa e de utilização do território português como hub de entrada de cocaína para Espanha, Holanda e Reino Unido.

Por que o PCC escolheu Portugal?

A escolha de Portugal pelo PCC não é aleatória. O país possui uma posição estratégica no Atlântico, portos movimentados como Leixões e Sines e uma extensa comunidade brasileira, que pode ser alvo de coação e aliciamento por parte da facção. Além disso, as fronteiras portuguesas permitem o trânsito de drogas e dinheiro ilícito para toda a União Europeia sem grandes barreiras internas, tornando o país um corredor privilegiado para as atividades do crime organizado.

Outro fator importante é a vulnerabilidade do sistema prisional português, que tem registrado a presença de facções brasileiras, com o PCC sendo a mais numerosa. Dentro das prisões, o PCC em Portugal recruta detentos, estabelece alianças e planeja operações, reproduzindo o mesmo modelo que o tornou poderoso no Brasil.

As atividades do PCC em Portugal

O PCC em Portugal atua principalmente em quatro frentes: tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, formação de alianças locais e expansão dentro do sistema prisional. A facção envia cocaína disfarçada em contêineres ou por meio de correios humanos (mulas), utilizando o território português como ponto de distribuição para o restante da Europa.

Imagem gerada por inteligência artificial para ilustrar a matéria

A lavagem de dinheiro é feita por meio de negócios de fachada, como restaurantes, pequenas empresas de transporte e até serviços informais, dificultando a identificação de movimentações ilícitas. Além disso, o PCC tem buscado alianças com máfias africanas e gangues locais para facilitar a distribuição de drogas em solo europeu.

Os riscos para Portugal

A expansão do PCC em Portugal traz riscos significativos para a segurança do país, incluindo o aumento de episódios de violência relacionados ao tráfico, ajustes de contas e homicídios. Há também o impacto econômico negativo causado pela lavagem de dinheiro, que afeta o mercado formal e distorce a concorrência.

Outro ponto crítico é a sobrecarga no sistema prisional, que passa a ser espaço de articulação de operações transnacionais do crime. O PCC, que aprendeu a operar de dentro das prisões brasileiras, utiliza o mesmo método em Portugal, inclusive com ameaças e coações para manter o controle sobre outros detentos brasileiros.

O que as autoridades estão fazendo

As autoridades portuguesas, em parceria com a Polícia Federal brasileira e com a Europol, têm intensificado as ações de monitoramento e interceptação de redes de tráfico ligadas ao PCC. No entanto, a sofisticação e o poder financeiro da facção tornam o combate um desafio permanente, exigindo cooperação internacional e atualização constante das estratégias de inteligência.

É preciso atenção da sociedade e vigilância constante para impedir que Portugal se torne uma nova base consolidada do PCC na Europa, comprometendo a segurança interna e fortalecendo ainda mais essa organização criminosa que já se tornou uma das mais poderosas do mundo.

O PCC em Portugal não é mais apenas um risco potencial: é uma presença real, silenciosa e organizada, que coloca o país no centro das operações do crime transnacional, demandando respostas à altura do desafio.

Fontes: Polícia Judiciária de Portugal; G1; Observador; Europol; DW Brasil.

ARTIGOS RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Advertisment -
Espaço para anúncio 300x250

MAIS POPULARES

COMENTÁRIOS RECENTES