Nova espécie marinha na Antártica surpreende cientistas
Pesquisadores identificaram uma nova espécie marinha na Antártica nas profundezas geladas do Oceano Austral: a chamada “estrela-do-mar morango”, um animal de aparência alienígena com 20 braços e uma coloração avermelhada. O nome oficial da espécie é Promachocrinus fragarius, e ela pertence ao grupo dos crinóides, parentes das estrelas-do-mar tradicionais.
Descoberta em expedição recente no Oceano Austral
A equipe de biólogos marinhos da Universidade da Califórnia participou de uma missão científica conduzida por um consórcio internacional, utilizando submersíveis automatizados para explorar regiões ainda pouco conhecidas da Antártica. Foi nessa jornada que a nova espécie marinha na Antártica foi observada pela primeira vez em seu habitat natural, a cerca de 1.200 metros de profundidade.

Segundo o artigo publicado na revista Invertebrate Systematics, a Promachocrinus fragarius foi classificada como uma das quatro novas espécies de crinóides descritas na região. A descoberta chamou a atenção por sua morfologia incomum: o corpo central se assemelha a um morango e seus 20 braços alongados servem para se locomover e capturar partículas na água.
Características da espécie
A nova espécie marinha na Antártica apresenta adaptações únicas ao ambiente extremo do fundo marinho antártico. Sua coloração vermelha intensa provavelmente serve como camuflagem contra predadores, e os braços longos aumentam a área de contato com nutrientes suspensos. Além disso, sua estrutura interna indica um metabolismo muito lento, o que sugere uma vida longa e um crescimento gradual.
“Ela parece algo saído de um filme de ficção científica”, disse o pesquisador Greg Rouse, coautor do estudo, ao portal Live Science. Ele destaca que o formato do animal lembra uma mistura de pluma com morango, o que justificou o nome “fragarius”, derivado do latim para “morango”.
Importância científica da descoberta
O achado dessa nova espécie marinha na Antártica representa mais do que uma simples curiosidade zoológica: trata-se de uma ampliação do conhecimento sobre a biodiversidade marinha profunda e sobre os efeitos das mudanças climáticas em ambientes extremos. Segundo os cientistas, áreas antes inacessíveis estão se tornando pesquisáveis devido ao derretimento de geleiras, o que pode acelerar o ritmo de descobertas semelhantes.
Além disso, o estudo reforça a necessidade de conservação dos ecossistemas antárticos, especialmente diante de pressões como a pesca industrial e a exploração de recursos naturais. “Cada nova espécie é uma peça do quebra-cabeça ecológico global”, afirma Rouse.
Outras espécies recém-descobertas
Nos últimos anos, outras espécies marinhas inéditas têm sido registradas na Antártica, como esponjas gigantes, polvos bioluminescentes e organismos simbióticos que vivem em fontes hidrotermais. O continente gelado, apesar de sua aparência inóspita, abriga uma diversidade oculta que está apenas começando a ser desvendada.
Quer saber mais sobre as formas de vida extremas do planeta? Veja nossa matéria sobre animais do fundo do mar e descubra como a ciência vem mapeando criaturas incríveis em regiões abissais.
Como o estudo foi realizado
Para identificar essa nova espécie marinha na Antártica, os cientistas usaram uma combinação de imagens de alta definição, coleta de amostras e sequenciamento genético. Essa abordagem moderna tem sido fundamental para diferenciar visualmente espécies similares, mas que apresentam DNA claramente distinto.

O uso de robôs submersíveis equipados com câmeras 4K e braços manipuladores permitiu registrar a criatura em seu ambiente natural sem causar danos. A análise morfológica feita em laboratório confirmou que a estrutura física do animal diferia das espécies conhecidas até então, especialmente pelo número e disposição dos braços e pela textura do exoesqueleto.
Curiosidade: por que “estrela-do-mar morango”?
O apelido “estrela-do-mar morango” surgiu da aparência do corpo central da nova espécie marinha na Antártica, que lembra tanto na forma quanto na cor uma fruta morango. Cientificamente, nomes populares como esse ajudam a criar identificação do público com espécies desconhecidas, facilitando a divulgação científica.
A equipe de pesquisadores defende que o uso de nomes acessíveis para o público leigo pode aumentar o interesse da sociedade por temas de biodiversidade e conservação, além de reforçar a conexão emocional entre humanos e a vida marinha.
