quarta-feira, janeiro 21, 2026
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Sergio Moro fala sobre STF, crime organizado e desgoverno em 10 perguntas

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Em entrevista Sergio Moro ao MIDIAGEM, o senador pelo Paraná responde a 10 perguntas diretas sobre anticorrupção, segurança pública, economia, cenário político e o papel do União Brasil em 2026. As respostas foram revisadas para clareza e fluidez editorial, mantendo integral fidelidade ao conteúdo.

Leitura recomendada no MIDIAGEM: mais análises e entrevistas.

1. Senador, o senhor assumiu o mandato no Senado em 2023 com a missão de representar o Paraná. Quais foram os momentos mais marcantes de sua atuação até agora, e como eles refletem seus compromissos com os paranaenses?

Sérgio Moro: “Tenho atuado como senador de oposição, mas de forma independente. Desde o início do mandato, venho defendendo a retomada da agenda anticorrupção e pautas essenciais para a segurança pública, áreas nas quais conseguimos avanços importantes. Tive papel relevante na aprovação da lei que pôs fim às saídas temporárias de presos em feriados. O projeto estava travado e uma emenda minha destravou a votação no Senado. Mais recentemente, outro projeto de minha autoria virou a Lei 15.245, que reforça a proteção de agentes da lei no enfrentamento ao crime organizado. Também defendo uma economia de perfil liberal, contrária ao aumento de tributos. Mesmo sem maioria no Congresso, conquistamos vitórias pontuais, como a proteção aos agentes públicos. A segurança segue essencial no Brasil e, embora eu desejasse maiores avanços na agenda anticorrupção, esse tema enfrenta dificuldades no Congresso e no Executivo.”

2. A segurança pública é uma de suas prioridades no Senado. Quais iniciativas o senhor tem defendido para enfrentar o crime organizado, especialmente após eventos como a Operação Sequaz?

Sérgio Moro: “Há uma escalada do crime organizado no país, como se viu recentemente no Rio de Janeiro, com facções usando drones para lançar explosivos contra policiais. O enfrentamento precisa ser prioridade. Destaco a Lei 15.245, de minha autoria, sancionada nesta semana, que aumenta a proteção de agentes da lei e criminaliza a conspiração e o planejamento de ataques contra autoridades. Agora a polícia e a Justiça podem agir de forma preventiva, antes do início da execução de atentados. Também fui relator do PL 2.262/2024, que restringe solturas automáticas em audiências de custódia, buscando equilíbrio entre direitos individuais e segurança da sociedade.”

3. O combate à corrupção continua sendo uma bandeira da sua trajetória. Como o senhor tem trabalhado no Senado para fortalecer transparência e accountability?

Sérgio Moro: “Combate e prevenção da corrupção são agendas fundamentais. Não há desenvolvimento com corrupção disseminada. Apesar de obstáculos no governo atual, sigo atuando para fortalecer controles. Proponho o que chamo de ‘Projeto das Lojas Americanas’, que cria a figura do whistleblower junto à CVM, com recompensas, inspirado na Lei Dodd-Frank de 2010, para coibir fraudes no mercado de capitais e prevenir suborno no setor privado. Aprovamos no Senado mais transparência no uso do cartão corporativo, ainda pendente na Câmara. Minhas emendas têm transparência ativa, publicadas em contatoseguro.com.br/gabineteSergioMoro.”

4. O Paraná tem economia diversa. Que ações o senhor tem promovido para apoiar desenvolvimento e empregos no estado?

Sérgio Moro: “Percorro o Paraná, ouvindo demandas e mapeando gargalos de infraestrutura. Defendo economia de mercado e responsabilidade fiscal. Hoje há intervencionismo e desequilíbrio que se tenta cobrir com aumento de tributos, ao qual me oponho. Precisamos reequilibrar as contas públicas. Juros elevados decorrem do endividamento e da desconfiança em relação à capacidade de pagamento do Estado, o que impacta investimentos. Na reforma tributária, me opus a benefícios desproporcionais que prejudicariam o Sul e o Sudeste. Em certas pautas vencemos, em outras não, por depender da maioria do Congresso, mas sigo defendendo competitividade para o Paraná.”

5. Além de segurança e corrupção, quais temas nacionais o senhor considera prioritários para os próximos anos?

Sérgio Moro: “O Brasil precisa se integrar mais ao mercado global. O protecionismo, via conteúdo local, gera ineficiências e dificulta a inserção nas cadeias produtivas. Devemos fomentar empresas de alta tecnologia. Entramos na era da inteligência artificial e ainda sofremos com instabilidade de energia. A agenda econômica do futuro exige abertura, modernização e inovação. Precisamos caminhar no sentido oposto ao do intervencionismo.”

6. Qual o papel do União Brasil na construção de um projeto político para 2026?

Sérgio Moro: “O União Brasil é um partido de direita e centro-direita, de oposição ao governo. Comparo a legenda à CDU da Alemanha em alguns aspectos: defesa do livre mercado, combate ao crime e responsabilidade fiscal, com políticas sociais sustentáveis. O partido busca construir candidatura própria para 2026 e oferecer alternativa sólida. O mais importante é mudar o rumo do governo federal.”

7. Relação entre os Três Poderes: como fortalecer harmonia e independência?

Sérgio Moro: “Há desequilíbrio. Respeito o STF, mas vejo avanços indevidos sobre temas do Legislativo, como na discussão sobre posse de drogas e na interferência na política de segurança do Rio de Janeiro. Falta a chamada ‘virtude passiva’ do tribunal. Podemos discutir emendas constitucionais para delimitar competências e buscar indicações de perfis mais moderados, comprometidos com a separação dos Poderes.”

8. Como as experiências de juiz e professor influenciam sua atuação no Senado?

Sérgio Moro: “Fui juiz por 22 anos e sou professor desde 1998. A formação jurídica ajuda na formulação de leis e políticas, sobretudo em justiça e segurança. A técnica normativa permite textos consistentes e aplicáveis. No Legislativo, essa base se traduz em atuação analítica e responsável.”

9. Que conselho o senhor dá aos jovens que sonham em atuar na política ou no serviço público?

Sérgio Moro: “Nunca percam o idealismo. A política tem momentos áridos, mas o propósito é servir ao interesse público. A integridade é essencial. Quem ocupa posição de poder ensina pelo exemplo e precisa manter a confiança da sociedade.”

10. Qual legado o senhor espera deixar como senador do Paraná?

Sérgio Moro: “Como juiz, conduzi a Operação Lava Jato, que mostrou que o Brasil pode ser diferente. Como ministro, buscamos reduzir crimes violentos e enfrentar o crime organizado com resultados concretos. Como senador, o desafio é distinto, mas sigo fiel a valores e princípios, mesmo diante de dificuldades. O legado final caberá ao tempo julgar. Minha carreira segue em andamento, com o compromisso de servir ao Paraná e ao Brasil.”

Sobre o entrevistado

Sérgio Moro é senador da República pelo estado do Paraná, eleito em outubro de 2022 e empossado em fevereiro de 2023. Natural de Maringá (PR), nascido em 1º de agosto de 1972, ele formou-se em Direito pela Universidade Estadual de Maringá, obteve mestrado e doutorado em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná, e também participou de programa de estudos em Lavagem de Dinheiro na Harvard Law School. Atuou como juiz federal por mais de duas décadas, passando por casos de destaque como a Operação Lava Jato, e lecionou Direito Processual Penal na UFPR. Em 2019 foi nomeado ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro, cargo que ocupou até abril de 2020. Militante do União Brasil, ele tem como prioridades legislativas a segurança pública, o combate à corrupção e o fomento à economia de mercado.

Além de sua trajetória pública, Moro é casado com Rosângela Wolff de Quadros e pai de dois filhos. Seu histórico técnico-jurídico, combinado à atuação política, faz dele uma das figuras centrais do debate contemporâneo sobre Estado, justiça e governança no Brasil.


Bloco de agradecimento

A redação do MIDIAGEM agradece ao senador Sergio Moro pela disponibilidade em participar desta entrevista Sergio Moro e pelo cuidado em responder a todas as questões propostas.

Ataque em trem no Reino Unido deixa 11 feridos e polícia descarta terrorismo

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A polícia britânica descartou, neste domingo (2), a hipótese de terrorismo no ataque em trem no Reino Unido ocorrido na noite de sábado (1º) em Cambridgeshire. O caso deixou 11 pessoas feridas, duas em estado crítico, e levou à prisão de dois homens britânicos. A ação rápida das equipes de segurança evitou uma tragédia maior.

O que aconteceu no ataque em trem no Reino Unido

O incidente ocorreu a bordo de um trem da London North Eastern Railway (LNER), que seguia de Doncaster para Londres. Por volta das 19h42, passageiros começaram a acionar os serviços de emergência relatando múltiplos esfaqueamentos. O trem fez uma parada de emergência na estação de Huntingdon, onde agentes armados da Polícia de Transporte Britânica prenderam os dois suspeitos e isolaram a área.

Passageiros relataram momentos de pânico. “Ouvi alguém gritar ‘corram, há um homem esfaqueando todo mundo’, e achei que fosse uma brincadeira de Halloween”, contou Olly Foster à BBC. “Mas logo percebi o sangue e o desespero. As pessoas tentavam fugir para qualquer direção.”

Quem são os suspeitos

Segundo o superintendente John Loveless, da Polícia de Transporte Britânica, os dois detidos são britânicos — um homem negro de 32 anos e outro de 35, de ascendência caribenha. Ambos nasceram no Reino Unido e foram presos em flagrante. “Não há nada que sugira tratar-se de um incidente terrorista”, afirmou Loveless, que pediu à população que evite especulações prematuras.

Feridos e atendimento médico

Onze pessoas foram levadas a hospitais da região, duas delas em condição crítica. Outras cinco continuam internadas e quatro já receberam alta. As equipes de emergência chegaram em menos de dez minutos após as primeiras chamadas. As imagens de agências como AP News mostram dezenas de paramédicos e policiais armados atendendo às vítimas na plataforma, com o trem completamente isolado para perícia.

Reações e medidas do governo britânico

O primeiro-ministro Keir Starmer classificou o ataque como “profundamente perturbador”. O rei Charles III e a rainha Camilla disseram estar “chocados e entristecidos”. Já a ministra do Interior, Shabana Mahmood, afirmou acompanhar o caso de perto e elogiou a rápida ação da polícia: “Foi um ataque brutal, mas isolado. O país pode confiar que a segurança nos transportes será reforçada”.

Impacto e protocolos de segurança

O ataque em trem no Reino Unido levou à ativação do protocolo nacional de emergência “Plato”, utilizado em situações de múltiplas vítimas. O alerta foi suspenso horas depois, ao se confirmar que o caso não tinha vínculo com terrorismo. A LNER informou que haverá interrupções nas rotas até segunda-feira e reforço da segurança em trens e estações.

Contexto e histórico de ataques

O episódio reacende o debate sobre segurança em transportes públicos no Reino Unido. Embora ataques desse tipo sejam raros, houve um aumento perceptível de incidentes violentos desde 2023. Especialistas defendem maior investimento em vigilância e monitoramento em rotas intermunicipais, especialmente após o caso de Nottingham, em que três pessoas morreram em 2023. O novo ataque em trem no Reino Unido é considerado o mais grave de 2025.

Reforço policial e investigações

Segundo a Polícia de Transporte Britânica, os passageiros notarão uma presença ampliada de agentes armados nas estações nos próximos dias. A investigação tenta esclarecer a motivação dos suspeitos, o tipo de arma utilizada e possíveis antecedentes criminais. Até o momento, não há indícios de terceiros envolvidos.

Conclusão

O ataque em trem no Reino Unido expôs vulnerabilidades na segurança ferroviária britânica e mostrou a importância da resposta rápida das forças de segurança. Apesar do terrorismo ter sido descartado, o episódio serviu como alerta para o governo britânico e para os sistemas de transporte público. A investigação continua, e novas informações devem ser divulgadas nas próximas horas.

Leia mais análises e notícias no MIDIAGEM.

O despertar do Japão e o fim da ilusão globalista

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Há algo interessante acontecendo no Extremo Oriente. O despertar do Japão começa a chamar atenção do mundo, não apenas pela economia ou pela tecnologia, mas pela reação cultural de um povo que se recusa a perder sua identidade diante das pressões globalistas. O país que sempre simbolizou disciplina, harmonia e respeito coletivo agora enfrenta um dilema que o Ocidente já viveu — e, em grande parte, perdeu.

O despertar do Japão e a resistência cultural

O Japão está reagindo ao que muitos chamam de “globalização sem freios”. A entrada maciça de turistas e o aumento da imigração têm causado tensões em cidades antes conhecidas pela ordem e pela homogeneidade social. Moradores reclamam do turismo predatório, do aumento de pequenos delitos e da dificuldade de manter tradições locais diante de costumes estrangeiros. Esse movimento de resistência é natural — e legítimo.

O povo japonês, historicamente reservado e protetor de suas raízes, está cansado. Cansado da imposição de valores externos, do politicamente correto que tenta transformar patriotismo em preconceito e da pressão internacional para “abrir-se ao mundo” a qualquer custo. O que o Japão faz agora é exatamente o que o Ocidente deixou de fazer: defender-se.

Tradição versus globalização

Durante séculos, o Japão foi exemplo de equilíbrio entre tradição e modernidade. Cresceu tecnologicamente sem perder sua alma. Mas o avanço das políticas globalistas ameaça romper esse equilíbrio. A cultura japonesa começa a sofrer o mesmo desgaste que corroeu o Ocidente: o enfraquecimento da identidade nacional em nome de um cosmopolitismo artificial, que promete integração, mas entrega desordem e perda de soberania.

O despertar do Japão surge, portanto, como um alerta. Quando um povo deixa de definir quem é, o mercado e a ideologia definem por ele. E foi assim que o Ocidente perdeu suas referências. O Japão, que assistiu a essa decadência de longe, parece determinado a não repetir o erro.

A luta pela preservação da identidade nacional

O Japão tem pleno direito de proteger sua cultura e suas fronteiras. A imigração em massa não é ato de solidariedade — muitas vezes é uma estratégia de enfraquecimento das nações. A mistura forçada de culturas, defendida como virtude global, frequentemente destrói o senso de pertencimento que sustenta uma sociedade. O resultado é o que já se viu na Europa: comunidades fragmentadas, aumento da criminalidade e a substituição de valores locais por slogans universalistas.

Enquanto o Ocidente luta para recuperar o que perdeu, o Japão tenta preservar o que ainda tem. Essa postura não é xenofobia, como tentam rotular, mas um instinto de sobrevivência cultural. Um povo que se recusa a desaparecer em nome de um projeto econômico e ideológico que serve a poucos e enfraquece todos.

O preço da “abertura ao mundo”

O discurso de que “é preciso ser aberto ao mundo” tem um preço alto — e quem paga é o cidadão comum. No Japão, o custo de vida cresce em cidades turísticas, o idioma local é substituído por placas em inglês, e a vida comunitária se torna refém da indústria de visitantes. O que antes era hospitalidade virou comércio. O que antes era tradição virou produto.

O despertar do Japão representa uma reação a esse modelo. Não se trata de rejeitar o mundo, mas de lembrar que uma nação só pode dialogar com o exterior quando mantém sua própria voz. E essa voz precisa estar ancorada em valores, não em slogans publicitários ou pressões externas.

O instinto de sobrevivência cultural

Historicamente, o Japão soube fechar suas portas quando necessário — e foi justamente isso que o salvou da colonização e da perda de soberania que devastou outras nações asiáticas. Agora, o mesmo instinto parece renascer. Ao colocar limites à imigração desordenada e ao turismo predatório, o país reafirma algo essencial: fronteiras existem por uma razão.

Um país sem fronteiras é apenas um território. Uma cultura sem proteção é apenas um produto. E quando tudo vira produto, até a identidade nacional passa a ser vendida em pacotes turísticos. O despertar do Japão mostra que ainda há povos dispostos a dizer “não” antes de ser tarde demais.

O exemplo que o mundo deveria observar

Talvez o mundo chame isso de nacionalismo, conservadorismo ou até “extrema direita”. Mas, na verdade, trata-se de lucidez. Num tempo em que o orgulho nacional é tratado como pecado e a autodefesa cultural é vista como ameaça, o Japão mostra que ainda é possível resistir. O mesmo país que se reconstruiu após duas bombas atômicas agora luta para não ser destruído de dentro, pela dissolução cultural.

O despertar do Japão é mais do que uma reação política — é um chamado civilizacional. Enquanto o Ocidente insiste em apagar suas raízes em nome de uma integração ilusória, o povo japonês relembra ao mundo que a verdadeira força de uma nação está na preservação de sua identidade. Em tempos de confusão moral e fronteiras abertas, o Japão escolhe a lucidez: proteger-se não é retroceder — é sobreviver.

Wanderlei Silva nocauteado e hospitalizado após confusão no Spaten Fight Night

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O ex-lutador de MMA Wanderlei Silva nocauteado durante uma briga generalizada no evento Spaten Fight Night, em São Paulo, precisou ser levado ao hospital para exames médicos. O episódio ocorreu após a luta contra Acelino “Popó” Freitas, marcada por infrações, polêmicas e um desfecho caótico que surpreendeu o público presente e milhões de fãs nas redes sociais.

Hospitalização após Wanderlei Silva nocauteado

Logo após o tumulto, Wanderlei Silva foi retirado de maca e encaminhado ao Hospital São Luiz, na Zona Sul de São Paulo. De acordo com boletim divulgado por sua equipe, ele chegou consciente, mas apresentava sangramentos faciais e dores intensas. Os médicos realizaram exames de tomografia na cabeça e na coluna cervical, descartando lesões mais graves. No entanto, confirmaram uma fratura no nariz e aplicaram pontos no rosto, próximos ao olho esquerdo. Após cerca de quatro horas em observação, Wanderlei recebeu alta hospitalar.

Como começou a confusão que terminou em Wanderlei Silva nocauteado

A luta contra Popó Freitas foi anunciada como um duelo de exibição, reunindo dois ídolos do esporte brasileiro em modalidades diferentes. No entanto, o confronto se tornou tenso já nos primeiros rounds. Wanderlei utilizou uma postura agressiva, aplicando ao menos três cabeçadas ilegais contra o boxeador baiano. Apesar das advertências do árbitro, as infrações continuaram. No quarto round, Wanderlei acabou desclassificado, concedendo a vitória oficial a Popó.

A desclassificação acirrou os ânimos. Integrantes das duas equipes invadiram o ringue, e em poucos segundos a situação se transformou em uma briga generalizada. Foi nesse momento que Wanderlei acabou atingido no queixo e caiu desacordado, gerando preocupação imediata e a necessidade de atendimento médico.

Carreira e importância do lutador

Conhecido mundialmente como “The Axe Murderer”, Wanderlei Silva construiu uma carreira brilhante no MMA. Sua passagem pelo PRIDE, no Japão, marcou uma era de ouro para os brasileiros no esporte, com vitórias históricas e rivalidades intensas. No UFC, enfrentou nomes como Chuck Liddell, Dan Henderson e Quinton “Rampage” Jackson, consolidando-se como um dos atletas mais agressivos e respeitados de sua geração.

Mesmo após deixar o cenário competitivo, Wanderlei continuou sendo uma figura popular entre fãs de luta. Sua volta em um evento de exibição ao lado de Popó foi pensada como espetáculo nostálgico, mas acabou marcada pelo caos e pela cena de Wanderlei Silva nocauteado no fim da confusão.

Repercussão: Wanderlei Silva nocauteado nas redes sociais

As imagens do ex-lutador caído no ringue circularam rapidamente nas redes sociais, virando um dos assuntos mais comentados do fim de semana. Fãs prestaram solidariedade, ressaltando a trajetória vitoriosa do atleta e criticando a exposição de veteranos a riscos desnecessários. Outros, porém, ironizaram a cena, reforçando a divisão de opiniões.

Popó, em entrevista, lamentou o desfecho: “Viemos para entreter o público, mas infelizmente o final não foi o que esperávamos. Desejo plena recuperação ao Wanderlei”, afirmou o boxeador.

Impacto no Spaten Fight Night

O evento realizado no Espaço Arca, em São Paulo, deveria celebrar o encontro de modalidades e a memória de grandes atletas, mas terminou sob críticas severas. A organização confirmou que investigará os episódios de violência, além de revisar os protocolos de segurança. Especialistas destacaram que, apesar de ser uma luta de exibição, os riscos de colocar atletas veteranos em confrontos intensos permanecem altos e precisam de maior regulamentação.

Dados oficiais do evento

  • Local: Espaço Arca, São Paulo (SP)
  • Data: 27 de setembro de 2025
  • Resultado oficial: vitória de Popó Freitas por desclassificação de Wanderlei Silva, aos 1min34s do 4º round
  • Motivo da desclassificação: uso de cabeçadas ilegais reiteradas por Wanderlei

Conclusão

O episódio de Wanderlei Silva nocauteado após a briga generalizada no Spaten Fight Night mostrou como lutas de exibição podem sair do controle quando faltam limites claros e protocolos rígidos de segurança. Embora os exames médicos tenham descartado sequelas graves, a imagem do ex-lutador caído no ringue será lembrada como um alerta. Mais do que nostalgia, o público espera respeito à integridade física dos atletas que já marcaram história.

Operação Carbono: Moro diz que usou tática da Lava Jato

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A Operação Carbono, deflagrada pela Polícia Federal, ganhou repercussão nacional após o ex-ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro, afirmar que a investigação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) seguiu os mesmos métodos utilizados durante a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. A declaração foi feita após a prisão de diversos integrantes do núcleo financeiro da facção criminosa.

Método Lava Jato replicado na Operação Carbono

Segundo Moro, a estratégia utilizada na Operação Carbono consistiu na “asfixia financeira” dos envolvidos, seguindo a lógica de que “sem dinheiro, o crime não sobrevive”. Foi exatamente essa lógica que guiou a Lava Jato: rastrear o fluxo de recursos ilícitos para desmontar redes de corrupção e desarticular organizações.

“A Lava Jato mostrou que é possível enfraquecer organizações poderosas ao atingir o coração financeiro delas. Agora, o mesmo raciocínio se aplica ao combate ao crime organizado”, declarou Moro em entrevista à imprensa.

Quem são os alvos da operação?

A Operação Carbono, deflagrada em conjunto pela Polícia Federal, Receita Federal e o Ministério Público Federal, teve como foco empresários e doleiros ligados ao PCC, suspeitos de movimentar bilhões em esquemas de lavagem de dinheiro. Foram cumpridos dezenas de mandados de busca, apreensão e prisão em estados como São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Entre os detidos, estão nomes já conhecidos das autoridades por envolvimento com lavagem de capitais, evasão de divisas e uso de empresas de fachada. A operação revelou ainda a utilização de criptomoedas e remessas internacionais para disfarçar o dinheiro ilícito.

Comparações com a Lava Jato reacendem debate

As declarações de Moro também reacenderam o debate sobre o legado da Lava Jato. Grupos favoráveis ao ex-juiz enxergam na Operação Carbono uma retomada do “espírito anticorrupção” que marcou a Lava Jato entre 2014 e 2018. Por outro lado, críticos argumentam que a comparação tenta resgatar politicamente a imagem de Moro em meio a um cenário em que a Lava Jato perdeu protagonismo e legitimidade aos olhos de parte da população.

Apesar da polêmica, o fato é que a Operação Carbono conseguiu reunir farto material probatório, com centenas de transações suspeitas rastreadas, documentos contábeis fraudulentos e até mesmo vínculos com agentes públicos investigados por prevaricação.

Repercussão política e institucional

A fala de Moro também provocou reações no Congresso. Parlamentares da oposição destacaram a necessidade de blindar a operação de qualquer tentativa de instrumentalização política. Já aliados de Moro o defenderam como alguém que “tem autoridade para aplicar os métodos que deram certo contra a corrupção agora também contra o crime organizado”.

Fontes da própria PF informaram que as investigações seguem em curso e novas fases da operação devem ser desencadeadas nas próximas semanas. O objetivo é atingir não só os operadores financeiros, mas também os intermediários e empresas que facilitaram a lavagem.

O que se sabe até agora

  • A Operação Carbono teve origem em relatórios de inteligência financeira da Receita e do Coaf;
  • Mais de 80 mandados foram expedidos em diversos estados;
  • A PF identificou mais de R$ 1,2 bilhão movimentados em contas de empresas suspeitas;
  • Há indícios de uso de criptomoedas para dificultar o rastreamento dos recursos;
  • A operação também mira estruturas paralelas do PCC em países vizinhos.

Ligação com Lava Jato: coincidência ou retomada?

Embora a Lava Jato tenha sido oficialmente descontinuada, sua metodologia — rastrear o dinheiro para alcançar os autores — continua a ser uma referência para operações que buscam atingir grandes estruturas criminosas. A Operação Carbono, nesse sentido, parece ser uma tentativa de reviver essa lógica em um novo contexto: o combate ao crime organizado.

“A sociedade precisa entender que não se combate o PCC apenas com armas e prisões. É necessário desmontar o sistema que sustenta essas facções, e isso passa por inteligência financeira”, concluiu Moro.

Carbono

Com a Operação Carbono, a Polícia Federal e órgãos de controle financeiro demonstram que, apesar das mudanças políticas e judiciais, a máquina investigativa pode — e deve — continuar ativa. Se a Lava Jato serviu de laboratório, a Carbono é o novo experimento no combate ao crime de alto nível.

Agora resta saber: haverá apoio institucional e jurídico suficiente para que essa ofensiva chegue até o fim?

André Marsiglia fala sobre STF, censura e liberdade em 10 perguntas

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10 Perguntas com André Marsiglia – Liberdade, STF, Inteligência Artificial e o Futuro

André Marsiglia é advogado constitucionalista, especialista em liberdade de expressão, com atuação marcante em casos midiáticos e temas jurídicos sensíveis. Fundador da Lexum e do L+ Speech and Press, ele também escreve livros, ministra cursos e é presença frequente no debate público. Nesta entrevista exclusiva para o bloco “10 Perguntas”, Marsiglia fala abertamente sobre STF, censura, inteligência artificial e os riscos à democracia no Brasil atual.

1. Quem é o André Marsiglia fora dos tribunais e do universo jurídico?

André Marsiglia: O Marsiglia na vida privada é alguém fanático por cachorros, gatos, músicas e livros. Gosto muito de contar piada ruim também, para desespero da família. Sou alguém caseiro, quieto e tímido.

2. Quando e como a liberdade de expressão virou o seu principal campo de atuação?

André Marsiglia: Sempre foi meu ramo porque meu pai atuava nessa área, desde os anos 90, quando foi diretor jurídico do grupo Abril. Vivi isso na pele desde sempre. Como também me formei em Letras, agradava-me o ofício do jornalista, a escrita. Me marcou muito quando, ainda adolescente, vi meu pai passar madrugadas na redação de Veja, nos anos 90, por conta da capa em que o irmão do presidente Collor, Pedro Collor, denunciava o governo.

3. Você criou a Lexum e o L+ Speech and Press. Como surgiu a ideia e qual é a missão dessas iniciativas?

André Marsiglia: Não foram ideias apenas minhas. No caso da Lexum, Leonardo Corrêa e Hélio Beltrão, meus companheiros de conselho, foram vitais no processo. Juntamos desejos comuns. A missão é defender liberdades e fazer com que o direito seja o que a lei é, não o que os juízes querem que ela seja.

4. Qual sua visão sobre o atual estado da liberdade de expressão no Brasil?

André Marsiglia: Censurados e confusos. Nunca vi isso antes. A censura hoje é ainda pior que na ditadura militar, pois ali ao menos tínhamos uma régua do que podia ser dito e feito. Hoje não temos nem isso. E naquela época, havia a esperança da saída dos militares do Executivo. Como acabará a censura do STF se os ministros não estão fora do lugar, mas ainda assim o perverteram?

5. Você é bastante ativo na imprensa e em redes sociais. Como lida com haters, críticas e cancelamentos?

André Marsiglia: Não ligo. Evito conflito com quem não tem uma opinião consistente e, em geral, poucos têm.

6. Seu trabalho também envolve o debate sobre inteligência artificial e ética. Como você vê o impacto das novas tecnologias no discurso público?

André Marsiglia: O problema é que no Brasil não se quer regular, mas controlar. E controlar novas tecnologias, que sequer deram ainda à luz suas potencialidades, termina por abortar a nova tecnologia como um todo no país. É um perigo vermos o futuro como ameaçador em razão das potencialidades de expressão das novas tecnologias. Todo totalitarismo teve essa mesma reação diante do novo.

7. Qual foi o caso jurídico que mais te marcou pessoalmente até hoje? E por quê?

André Marsiglia: O caso mais marcante foi o da censura à revista Crusoé, que me fez o primeiro advogado a atuar nos inquéritos das fake news. Tudo o que há hoje de abuso e excesso já estava lá. Vi tudo de que hoje se reclama nascer diante dos meus olhos. Conto com detalhes em meu livro: “Censura por toda parte: os bastidores dos inquéritos das fake news”.

8. Se você pudesse dar um recado direto para o público brasileiro sobre liberdade de expressão, qual seria?

André Marsiglia: Encontre um jeito de falar o que acredita que precisa ser dito, mas fale. Cada um que se cala escurece o debate e o direito de todos os demais.

9. Olhando pra frente, o que te empolga? Tem algum projeto novo ou ideia que vem por aí?

André Marsiglia: Sim. Estou trabalhando em alguns novos cursos sobre liberdade de expressão e preparando dois novos livros, um sobre censura e universo woke e outro sobre ditaduras.

10. Qual é a maior ameaça à liberdade hoje?

André Marsiglia: A certeza de que os fins justificam os meios. Quando a defesa da democracia começa a usar ferramentas autoritárias, é porque algo já se perdeu no caminho.

Agradecimento Final

A equipe do bloco “10 Perguntas” agradece a André Marsiglia pela generosidade em compartilhar suas reflexões e experiências com tanta franqueza. Que sua coragem inspire outros a defender o direito de falar, ouvir e discordar.

Trump tarifa Brasil 50%: carta a Lula ameaça imposto

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O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (9) anunciando que irá aplicar uma Trump tarifa Brasil 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, em retaliação ao que chama de censura do STF, ataques à liberdade de expressão e em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta julgamento no Brasil.

Trump tarifa Brasil 50%: entenda a ameaça

Na carta, com timbre oficial da Casa Branca, Trump classificou o julgamento de Bolsonaro como “caça às bruxas” e “vergonha internacional”, exigindo que Lula encerre o processo imediatamente. O documento destaca que a Trump tarifa Brasil 50% entrará em vigor em 1º de agosto de 2025, afetando todos os produtos brasileiros enviados diretamente aos EUA, independentemente de tarifas setoriais pré-existentes.

Trump também alertou que mercadorias transbordadas via outros países, com o objetivo de evitar a tarifa, serão igualmente taxadas com os 50% adicionais, evidenciando o rigor da medida.

Por que Trump ameaça o Brasil com tarifa de 50%

De acordo com Trump, a imposição da Trump tarifa Brasil 50% é uma resposta direta às ações do STF brasileiro contra plataformas de redes sociais americanas, com ameaças de multas milionárias e restrições consideradas ilegais por ele. Para Trump, essas medidas configuram ataques contra a liberdade de expressão e os direitos de empresas e cidadãos americanos.

Além disso, Trump criticou a política tarifária e as barreiras não-tarifárias impostas pelo Brasil, afirmando que o relacionamento comercial entre os dois países tem sido injusto e desequilibrado. Na carta, o ex-presidente americano argumenta que os 50% são menores do que o necessário para nivelar as relações comerciais.

Saída oferecida a empresas brasileiras

Apesar da medida, Trump afirmou que empresas brasileiras poderão evitar a Trump tarifa Brasil 50% caso optem por instalar fábricas ou unidades de montagem dentro dos Estados Unidos. Segundo ele, os trâmites e licenças para produção em solo americano serão facilitados de forma rápida e profissional, em questão de semanas.

Analistas interpretam essa proposta como uma tentativa de atrair investimentos e gerar empregos nos EUA, utilizando o discurso de liberdade de expressão e defesa de aliados como justificativa para pressões econômicas e protecionismo comercial.

Impactos da Trump tarifa Brasil 50% para a economia

Especialistas afirmam que a medida pode impactar setores como agronegócio, alimentos, siderurgia, calçados e produtos industriais, já que os Estados Unidos são um dos principais mercados de exportação do Brasil. A Trump tarifa Brasil 50% pode reduzir a competitividade dos produtos brasileiros, pressionar margens de lucro e obrigar exportadores a buscar novos mercados ou renegociar contratos.

Alguns economistas apontam que a tarifa pode elevar preços de produtos brasileiros nos EUA, afetando consumidores americanos e podendo gerar reações internas entre setores que dependem das importações do Brasil.

Reações do governo Lula e do mercado

Até o momento, o governo Lula não se manifestou oficialmente sobre a carta, mas fontes do Itamaraty afirmam que consideram a medida uma interferência em assuntos internos do Brasil. Internamente, aliados de Lula veem a carta como manobra eleitoral de Trump visando as eleições de 2026, enquanto opositores do governo utilizam o episódio para criticar a condução da política externa brasileira.

Organizações empresariais e entidades do agronegócio demonstraram preocupação com o impacto da Trump tarifa Brasil 50% no comércio bilateral, destacando que o mercado americano é essencial para diversos setores produtivos do Brasil.

Aspectos políticos e próximos passos

O anúncio ocorre em um momento de polarização política nos Estados Unidos, sendo visto como parte da estratégia de Trump para reforçar sua base conservadora ao utilizar temas como liberdade de expressão e apoio a aliados como Bolsonaro. A Trump tarifa Brasil 50% também reforça o tom de campanha de Trump, utilizando o comércio como instrumento de pressão política.

Do lado brasileiro, cresce a expectativa de negociações diplomáticas para evitar que a medida entre em vigor, evitando prejuízos diretos a exportadores e evitando o acirramento de tensões entre Brasil e Estados Unidos.

Conclusão

A carta enviada por Donald Trump a Lula, ameaçando a imposição de uma Trump tarifa Brasil 50%, é mais um capítulo das tensões políticas e econômicas entre os países, ligando liberdade de expressão, julgamentos internos e interesses comerciais em uma complexa disputa internacional que impacta diretamente a economia brasileira.

Imprensa alemã exalta Brasil no Mundial: veja como o futebol brasileiro surpreendeu

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Imprensa alemã exalta Brasil no Mundial Sub-17: disciplina e talento surpreendem a Europa

A imprensa alemã exalta Brasil no Mundial Sub-17 após a seleção brasileira apresentar um futebol técnico e disciplinado que surpreendeu analistas europeus. Em um torneio em que se esperava a força física de equipes tradicionais, o Brasil mostrou que a combinação entre talento e organização ainda é uma das marcas registradas do futebol nacional, chamando a atenção de portais como DW, Kicker e Tagesschau.

Imprensa alemã exalta Brasil no Mundial por equilíbrio técnico

O portal DW destacou que “nem todos esperavam” que a seleção brasileira fosse capaz de equilibrar a criatividade com a disciplina tática em jogos de alta pressão. Durante o Mundial, o Brasil manteve a posse de bola, trabalhou bem os passes curtos e foi objetivo nas finalizações, sem perder o controle emocional em partidas difíceis, algo valorizado pela imprensa alemã.

Imprensa alemã exalta Brasil no Mundial pela disciplina em campo

O Kicker ressaltou que o Brasil mostrou um nível de disciplina tática pouco usual para equipes de base. Os jogadores mantiveram posicionamento, fecharam os espaços quando necessário e exploraram os contra-ataques com velocidade, sem comprometer a defesa. Para a imprensa alemã, essa combinação de disciplina e talento é o que torna o futebol brasileiro tão especial, mesmo nas categorias de base.

Imprensa alemã exalta Brasil no Mundial pela garra e superação

Já o Tagesschau elogiou a capacidade de superação da seleção brasileira, destacando partidas em que o Brasil saiu atrás no placar, mas manteve a calma e virou o jogo com jogadas trabalhadas e foco no resultado. Para os jornalistas alemães, essa mentalidade vencedora reforça o Brasil como um celeiro de talentos, mas também como uma equipe resiliente e focada em objetivos.

Repercussão positiva no Brasil

O reconhecimento de que a imprensa alemã exalta Brasil no Mundial também foi destacado pela mídia nacional, como o Globo Esporte, que ressaltou a importância do prestígio internacional para a formação de novos atletas. Em um cenário onde clubes brasileiros enfrentam dificuldades financeiras para manter categorias de base, a visibilidade internacional ajuda a atrair investimentos e fortalecer projetos focados em jovens jogadores.

O impacto no futebol europeu

A forma como o Brasil atuou no Mundial Sub-17 foi tema de debates na imprensa europeia, que analisou como a técnica e a criatividade dos brasileiros podem servir de exemplo para a formação de atletas no continente. Para analistas europeus, o equilíbrio entre a habilidade individual e o jogo coletivo apresentado pela seleção brasileira mostra que a criatividade pode ser um diferencial competitivo quando aliada a uma estrutura de treino e disciplina tática.

Além disso, a repercussão positiva reforça o Brasil como destino de olheiros europeus, que continuam a acompanhar jovens talentos em campeonatos nacionais e torneios de base no país.

Brasil mantém sua posição de referência no futebol

O fato de a imprensa alemã exaltar Brasil no Mundial reforça que, mesmo enfrentando desafios internos, o futebol brasileiro mantém sua essência e continua sendo referência global. O reconhecimento internacional ajuda a motivar novos atletas e a fortalecer o investimento em categorias de base no Brasil, garantindo que o país continue formando jogadores talentosos e preparados para o futebol moderno.

A repercussão internacional do Brasil no Mundial Sub-17 é mais do que um orgulho passageiro; é um lembrete de que, mesmo com tantos desafios, o talento brasileiro continua pulsando nos gramados. Se houver foco em estrutura e formação, os jovens que brilham hoje podem ser os protagonistas das histórias que ainda vão emocionar quem ama futebol.

Para aprofundar sua análise, leia também nossa matéria sobre a vitória de Portugal na Nations League e entenda como o futebol europeu também vive transformações importantes.

Lula vaiado no 2 de Julho em Salvador e expõe desgaste do governo

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Lula vaiado nesta terça-feira (2) durante o tradicional desfile do 2 de Julho em Salvador, na Bahia. O episódio ocorre em um dos maiores redutos eleitorais do PT, expondo o desgaste do governo e a crescente insatisfação popular com a alta de preços, promessas não cumpridas e tentativas de regulação das redes sociais.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram lula vaiado enquanto caminhava ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e de aliados petistas como Jaques Wagner. Os gritos de “fora Lula” e vaias foram ouvidos em diferentes pontos do percurso, mesclando-se com aplausos isolados de apoiadores. Mesmo com forte esquema de segurança e militantes próximos, o som das vaias se sobrepunha em vários momentos.

Presença de Lula e tentativa de reforçar imagem popular

A presença de Lula no cortejo do 2 de Julho era uma tentativa de reforçar a imagem de proximidade com o povo e retomar a narrativa popular, mas o que se viu foi o oposto: lula vaiado em pleno solo baiano, gerando constrangimento para o governo e para lideranças locais do PT. O evento marca a luta do povo baiano pela independência em 1823 e costuma ser utilizado por políticos para demonstrações de força, mas a reação popular deixou claro o descontentamento com o cenário atual do país.

Vaias expõem crise econômica e desgaste político

As vaias contra Lula refletem a insatisfação popular com o aumento dos preços dos combustíveis, alimentos e energia, além das preocupações com os elevados juros e promessas não entregues pelo governo. A população também demonstrou repúdio ao discurso do governo federal sobre o controle e regulação das redes sociais, considerado por muitos como censura, com manifestantes ironizando que Lula deseja “regular até as vaias” depois de não conseguir calar o povo nas ruas.

Na internet, vídeos com lula vaiado em Salvador rapidamente viralizaram, subindo para os assuntos mais comentados do dia. A hashtag #LulaVaiado se espalhou, sendo compartilhada por influenciadores, políticos e cidadãos que apontam o evento como um termômetro do enfraquecimento do apoio popular ao governo, mesmo em estados historicamente petistas.

Aliados minimizam, mas repercussão é inevitável

Aliados de Lula tentaram minimizar as vaias, dizendo que eram ações de grupos organizados da oposição, mas não conseguiram impedir a repercussão negativa. As imagens e os vídeos mostram que os protestos vieram de pessoas comuns que acompanhavam o desfile e gritavam frases como “fora Lula”, “o Brasil não aguenta mais” e “chega de promessas”.

A presença de lula vaiado no evento reforça que a popularidade do governo está sob pressão, mesmo em locais onde Lula obteve votações expressivas nas eleições passadas. Além disso, expõe as dificuldades do governo em controlar a narrativa, já que a rejeição popular se manifesta fora das redes, em espaços públicos e em eventos tradicionais.

Impactos para o cenário político

A imagem de lula vaiado no 2 de Julho em Salvador pode impactar a popularidade do presidente em um momento em que o governo busca aprovar projetos importantes no Congresso. O desgaste público dificulta a construção de alianças e amplia a pressão para que o Planalto apresente resultados concretos na economia, na geração de empregos e na redução da inflação, áreas em que a insatisfação popular tem crescido.

Além disso, o episódio fortalece a narrativa da oposição, que vê nas vaias um símbolo da insatisfação popular crescente, usando o caso como argumento para criticar as tentativas de regulação das redes e os discursos do governo sobre “combate às fake news”. Se Lula não conseguir reverter o cenário econômico e a percepção popular nos próximos meses, o cenário eleitoral para 2026 pode começar a se desenhar com mais resistência ao projeto de reeleição.

Leia também: Tarcísio sanciona lei que cria cadastro com DNA de estupradores.

IA da Microsoft faz diagnósticos com precisão até 4 vezes maior que médicos

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Uma nova pesquisa da ia da Microsoft mostra que a tecnologia pode diagnosticar doenças com uma taxa de acerto até quatro vezes superior à de médicos humanos em determinados cenários. O estudo, conduzido pela própria empresa em simulações de atendimentos em prontos-socorros, levanta questões importantes sobre o futuro da medicina e o papel da inteligência artificial no suporte a profissionais de saúde.

Segundo a Microsoft, a ferramenta chamada AutoGen foi submetida a casos clínicos complexos que exigiam diagnósticos rápidos e precisos. Os resultados indicaram que a ia da Microsoft acertou cerca de 20% dos diagnósticos corretos em situações que envolvem múltiplas variáveis e doenças raras, enquanto médicos humanos alcançaram uma taxa de acerto em torno de 5% nestes mesmos casos.

Como a IA da Microsoft funciona nos diagnósticos

O sistema AutoGen utiliza uma combinação de modelos de linguagem avançados com inteligência artificial aplicada em saúde, permitindo processar grandes quantidades de dados clínicos, sintomas relatados e históricos médicos para gerar hipóteses diagnósticas. Segundo a equipe da Microsoft Research, a ia da Microsoft pode analisar rapidamente informações complexas que, para médicos, exigiriam consultas a múltiplas fontes ou exames adicionais, economizando tempo em situações críticas.

Os pesquisadores também destacaram que a ia da Microsoft é capaz de sugerir diagnósticos diferenciais e indicar exames complementares, auxiliando médicos a identificar doenças que poderiam passar despercebidas em consultas convencionais, principalmente em contextos de prontos-socorros com alta demanda e pouco tempo de análise.

Potencial da IA na saúde e os limites

Apesar dos resultados promissores, especialistas alertam que a ia da Microsoft ainda precisa de validação em ambientes clínicos reais antes de substituir qualquer etapa do diagnóstico médico. O objetivo da Microsoft, segundo o relatório, não é substituir médicos, mas oferecer suporte para aumentar a precisão diagnóstica, reduzir o número de erros e acelerar processos em atendimentos de urgência e em regiões com falta de profissionais de saúde.

Além disso, a própria equipe da Microsoft admite que, embora a ia da Microsoft tenha superado médicos humanos em acertos em casos complexos, ainda comete erros em diagnósticos simples ou em contextos que dependem de interpretação clínica individualizada e do contato humano, algo que a tecnologia não consegue replicar.

Impactos para o futuro da medicina

O uso de inteligência artificial na medicina vem sendo debatido por órgãos de saúde e universidades em todo o mundo. O avanço da ia da Microsoft e de outras tecnologias semelhantes pode ser uma ferramenta importante para reduzir filas, acelerar diagnósticos e ampliar o acesso à saúde em regiões carentes. No entanto, a adoção da IA em diagnósticos também levanta questões éticas, como a necessidade de supervisão médica, proteção de dados dos pacientes e transparência nos algoritmos utilizados.

De acordo com analistas, o diferencial da ia da Microsoft em relação a outros sistemas é a capacidade de integrar dados clínicos em tempo real, utilizando aprendizado contínuo para se aprimorar a partir de novos casos. Essa característica pode representar um avanço significativo para a medicina, especialmente em hospitais públicos, onde a sobrecarga de profissionais dificulta análises detalhadas em todos os casos atendidos diariamente.

Desafios e regulação da IA na saúde

Para que tecnologias como a ia da Microsoft sejam implementadas em larga escala, especialistas apontam que é necessário um ambiente regulatório claro, garantindo que os sistemas sejam utilizados de forma ética e segura. Nos Estados Unidos, a FDA (agência reguladora de medicamentos) já começou a analisar frameworks para aprovar o uso de IA em diagnósticos, enquanto no Brasil a Anvisa ainda estuda parâmetros para liberar tecnologias em saúde que envolvem inteligência artificial.

Outro desafio é garantir que médicos e profissionais de saúde recebam treinamento adequado para interpretar os resultados fornecidos pela ia da Microsoft, evitando dependência cega das máquinas e assegurando a supervisão humana no processo decisório, principalmente em diagnósticos complexos que impactam diretamente a vida dos pacientes.

Por fim, o avanço da ia da Microsoft e de outras tecnologias de inteligência artificial na saúde marca uma nova era para a medicina, mostrando como a tecnologia pode ser aliada para melhorar o atendimento, reduzir custos e salvar vidas, desde que utilizada com responsabilidade e em complemento ao trabalho dos profissionais de saúde.

Tecnologia que transforma vidas e desafia limites

O avanço da ia da microsoft reflete o ritmo acelerado da revolução tecnológica que impacta todas as áreas, incluindo a saúde. Na categoria de tecnologia do MIDIAGEM, acompanhamos como inovações como inteligência artificial, automação e sistemas inteligentes estão remodelando profissões, otimizando diagnósticos e criando novos desafios éticos e regulatórios em todo o mundo. Para os leitores que desejam se manter atualizados, a evolução de sistemas como o AutoGen mostra que a tecnologia deixou de ser apenas uma ferramenta auxiliar e se tornou um componente estratégico no presente e no futuro do atendimento em saúde.