Namorada planejava matar pais em caso de Itaperuna, diz polícia
O caso do adolescente de 14 anos que matou os pais e o irmão em Itaperuna, no interior do Rio de Janeiro, ganhou um novo capítulo perturbador. A polícia descobriu que a namorada planejava matar pais em Mato Grosso, em um pacto macabro para que o casal pudesse fugir e viver junto, ampliando a gravidade do caso.
Namorada planejava matar pais: o plano descoberto
Durante a análise do celular da jovem, de 15 anos, a polícia encontrou conversas nas quais a namorada planejava matar pais com veneno, enquanto o adolescente já havia matado os seus para ficarem livres das famílias. A ideia, segundo os prints, era “eliminar os problemas” e usar o dinheiro das famílias para financiar a fuga.
A adolescente moradora de Lucas do Rio Verde (MT) foi ouvida pela polícia e admitiu ter discutido planos para matar os pais em diversas ocasiões. As investigações mostram que o relacionamento virtual entre os dois era intenso e tóxico, alimentado por conversas diárias sobre fugir de casa e romper laços familiares de forma definitiva.
O crime em Itaperuna
O caso começou quando o adolescente, irritado por não poder viajar para encontrar a namorada, matou os pais e o irmão de 3 anos com a arma do pai, em Itaperuna. O crime foi planejado e executado durante a madrugada, e o jovem tentou ocultar os corpos em uma cisterna nos fundos do quintal.
O adolescente permaneceu na casa e chegou a inventar que os pais haviam saído com o irmão após ele ter se engasgado. Com inconsistências nos relatos, a polícia descobriu o crime e apreendeu o jovem, que confessou sem arrependimento.
O pacto e as conversas chocantes
Os investigadores ficaram surpresos com o grau de frieza e detalhamento nos diálogos entre o casal. Em mensagens, o adolescente dizia que “já tinha feito a parte dele” e que a namorada planejava matar pais para poderem “viver felizes sem ninguém atrapalhar”. Segundo o delegado responsável, Carlos Guimarães, “os adolescentes estavam decididos a cometer o crime e seguir com o plano de fuga.”
O casal pretendia se encontrar em outro estado e iniciar uma nova vida, financiada com o dinheiro das famílias após os crimes.
Repercussão e crítica à impunidade
O caso reacende o debate sobre a banalização da violência entre adolescentes e a sensação de impunidade. Especialistas apontam que a legislação atual, limitada pelo ECA, não consegue responder de forma proporcional a crimes hediondos cometidos por menores.
Segundo o advogado criminalista André Barbosa, “é preciso ajustar a legislação para casos específicos, garantindo direitos, mas sem ignorar a gravidade dos atos cometidos. Um adolescente que comete assassinatos friamente não pode ser tratado como uma criança que comete pequenos delitos.”
Internet e isolamento: combinação perigosa
O caso também evidencia os riscos do uso descontrolado de redes sociais por adolescentes. O relacionamento virtual, sem supervisão, contribuiu para alimentar ideias de fuga e violência, criando um pacto destrutivo entre os jovens.
Psicólogos alertam que a solidão, associada a relacionamentos tóxicos, pode levar adolescentes a medidas extremas, principalmente quando não há acompanhamento familiar e psicológico adequado.
O impacto em Itaperuna e em Mato Grosso
A comunidade de Itaperuna continua em choque com o crime. Agora, com a confirmação de que a namorada planejava matar pais em outro estado, o caso toma proporções nacionais e gera preocupação entre moradores e autoridades. A polícia segue investigando se a adolescente incentivou o namorado a cometer os assassinatos, o que pode agravar a situação legal da jovem, que também poderá responder por coautoria ou instigação, caso se comprove sua participação efetiva no planejamento do crime.

