As 5 falas polêmicas de Gilmar Mendes no Estadão
As falas polêmicas de Gilmar Mendes recentes causaram forte repercussão após entrevista concedida pelo ministro do STF ao jornal O Estado de S. Paulo. Entre declarações sobre a Lava Jato, a liberdade de expressão e o papel do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes provocou reações críticas, especialmente do ex-deputado Deltan Dallagnol, que classificou as falas como “delirantes” e “insultantes ao povo brasileiro”.
1. “Destruir a Lava Jato foi meu legado”
Em uma das falas polêmicas de Gilmar Mendes, o ministro afirmou que sua atuação foi decisiva para desmantelar a operação Lava Jato. Ele citou Edith Piaf ao dizer: “Não me arrependo de nada”. Deltan criticou duramente a declaração, chamando-a de celebração da impunidade e apontando que a Lava Jato foi a maior operação anticorrupção do Brasil. Leia mais sobre o legado da Lava Jato.
2. “Parte da sociedade apoia o STF”
Gilmar declarou que o STF tem apoio popular, embora silencioso. No entanto, pesquisas do PoderData indicam que a aprovação do Supremo caiu de 31% para 12% entre 2022 e 2024. Deltan rebate dizendo que “não é apoio, é silêncio constrangido” e ironizou a ideia de que o STF goza de prestígio popular.
3. “As críticas não me abalam”
Ao comparar a situação do STF com cortes de países autoritários como Hungria e Turquia, Gilmar afirmou que sua atuação garantiu a sobrevivência da democracia. Deltan, por sua vez, argumenta que o Supremo vem minando a democracia brasileira por dentro, apontando decisões controversas e acusações de censura seletiva.

4. “Somos contra a censura”
O ministro afirmou que o STF é contra qualquer tipo de censura, excetuando casos como pedofilia e incitação à violência. Deltan contestou veementemente, citando decisões do STF que suspenderam contas de jornalistas e influenciadores por críticas à Corte. “É um deboche com a inteligência do brasileiro”, afirmou.
5. “Ironia não é crime”
Gilmar defendeu que ironias e palavras duras não constituem crimes contra a honra. A fala gerou forte reação, já que o ministro recentemente ganhou uma ação judicial contra jornalistas da IstoÉ, justamente por uso de “excesso de ironia”. Deltan classificou o episódio como uma prova de hipocrisia institucional.
Repercussão e críticas públicas
As falas polêmicas de Gilmar Mendes provocaram intenso debate público. Parlamentares, juristas e jornalistas repercutiram a fala de Gilmar. A entrevista reacendeu o debate sobre os limites da atuação do STF e a necessidade de mecanismos de controle institucional. Em sua conta oficial, Deltan prometeu intensificar denúncias contra abusos de poder.
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Contexto político e reação nas redes
O contexto das falas polêmicas de Gilmar Mendes é sensível. O Supremo Tribunal Federal tem sido alvo constante de críticas por sua atuação em decisões políticas e penais. A tensão entre Judiciário e setores conservadores da sociedade cresceu nos últimos anos, especialmente após decisões que anularam condenações da Lava Jato e permitiram o retorno de Lula à presidência.
Nas redes sociais, as falas de Gilmar geraram forte engajamento. Hashtags como #GilmarMendes e #STF foram aos trending topics, com milhares de usuários comentando a aparente desconexão do discurso do ministro com a realidade percebida por parte da população. A base conservadora, especialmente ligada ao ex-juiz Sergio Moro e a Deltan, reagiu com indignação às falas.
Contradições e cobrança por coerência
Deltan usou suas plataformas para cobrar coerência. “Se ironia não é crime, vamos rever todas as decisões judiciais baseadas em ironia contra jornalistas?”, questionou o ex-parlamentar. A crítica reflete a insatisfação de setores da imprensa e da sociedade civil com decisões judiciais seletivas que, para muitos, violam o princípio da isonomia.

Além disso, parlamentares da oposição ao governo federal passaram a citar a entrevista como evidência de que o STF precisa de freios institucionais. Um projeto de emenda constitucional que propõe mandato fixo para ministros do Supremo ganhou novos apoiadores nos últimos dias.

Espero que o CHEGA faça lá, o que não podemos fazer cá!